Interface para quem não tem paciência de aprender
No Tem no SUS! a pessoa chega com dor, rede ruim e pouca familiaridade com telas. Isso muda o que conta como boa interface.
Quando o público procura psicólogo às onze da noite, no interior, com sinal de uma barra, a interface não pode pedir aprendizado. Ela precisa aceitar a frase torta que a pessoa digitou e responder alguma coisa útil na primeira tentativa.
Isso empurrou três decisões que eu não teria tomado num produto comum: busca que tolera erro de digitação, leitura em voz alta como recurso central e não como opção escondida, e dado guardado localmente para a tela abrir mesmo sem rede.
Acessibilidade aqui não foi acabamento. Foi o que definiu a arquitetura: se o cadastro nacional fosse consultado durante a busca, nada disso funcionaria.